Professora do ICET participa de reunião do plano nacional de prevensão e vigilância de Moniliophthora roreri (Monilíase), no SEBRAE

18 jan
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O encontro

A profa. Dra. Liane Cristine Rebouças Demosthenes do curso de Agronomia do ICET participou, na última terça-feira, 17/01/2023, de uma reunião no SEBRAE-ITACOATIARA junto com outros representantes dos órgãos como MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ADAF – Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas, Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas – IDAM entre outros como a Sempab – Secretaria Mun. de Produção, Abastecimento e Políticas Fundiárias de Itacoatiara-AM para conhecer os impactos de uma praga conhecida como Moniliophthora roreri (Monilíase) PNPV/MONILÍASE que afetou a produção rural de quase todos os países da américa latina, o “fungo” que afeta as frutas principalmente do Cacaueiro e Cupuaçu foi discutido durante o encontro, uma vez que a praga já fora detectada em Tabatinga e Benjamim Constant-AM, criando assim estado de alerta quarentenário em todo o estado.

O vírus pode vir no fruto ou através de pessoas que tenham tido contato com o fungo no campo. Produtores rurais baianos também consideram a chegada da doença inevitável e preocupante.
Fonte: Jornal CORREIO

Pautas

Rogério Serpa. Fitopatologista do MAPA. Auditor Fiscal do MAPA. FOTO: REINALDO MONTEVERDE
  1. Conter a disseminação e chegada local da praga criando uma barreira educativa aos produtores tanto em larga escala como familiar das frutas, pois caso chegue até nós, a doença ameaça causar um dos piores desastres fitossanitários e econômicos da agricultura tanto em larga escala como familiar.
  2. Ensinar de maneira preventiva formas de manejo em caso de detecção da praga em plantações
  3. Ensinar características que as diferenciam de outras pragas, como: protuberâncias, inchaços, depressões, manchas avermelhadas e castanho escuro e o principal que é a esporulação parcial e total
  4. Ensinar formas de evitar a disseminação
  5. Alertar sobre o isolamento local e aviso imediato dos órgãos de defesa agropecuária
FOTO DIVULGAÇÃO/https://pimenta.blog.br

Defesa Agropecuaria e Monitoramento

Em contato com o solo, a praga tem a sobrevivência diminuída, em torno de três meses, devido à competição com outros microrganismos. O inóculo produzido nestes frutos, não possui a mesma eficiência de disseminação dos produzidos nos frutos infectados que permanecem na copa.

O reforço na defesa agropecuária é apontado como crucial para tentar amenizar os danos econômicos, sociais e ambientais que vão ser provocados pela praga. Segundo o Auditor Fiscal e Fitopatologista Rogério Serpa do MAPA “Onde a monilíase chegou, ela dizimou toda a produção. Se houver um controle de manejo, você tem perdas em torno de 30% dos frutos; se não houver, perde 100%. O auditor citou ainda casos em que produções grandes de plantios foram afetadas em 100% devida a falta de conhecimento de controle como por exempo:

  • Catar frutos infectados ensacolar e enterrar (enterrio)
  • Não trazer sementes de outros países
  • Poda da planta como forma de evitar acesso ao pó (esporulação da fruta infectada)
  • Aplicação de uréia
  • Remoção semanal dos frutos infectados que devem ser picados para facilitar a decomposição.
Monilíase
FOTO REPRODUÇÃO

Professora e pesquisadora em fitopatologia do ICET/UFAM diz:

“Com a publicação do alerta quarentenário sobre a monilíase, essa importante doença que traz riscos à produção de cupuaçu e cacau da nossa região, eu como docente e pesquisadora da área de Fitopatologia, juntamente com os nossos egressos e discentes do curso de Agronomia do ICET, estaremos envidando esforços para atuar na divulgação de informações, além de ações no ensino, pesquisa e extensão de modo a contribuir para a prevenção da entrada dessa doença em Itacoatiara e municípios próximos.”

Liane Cristine Rebouças Demosthenes, fitopatologista

Professora do ICET Liane Cristine Rebouças Demosthenes e Rogério Serpa. Fitopatologista do MAPA. FOTO: REINALDO MONTEVERDE

Informações e Denúncias

Ao encontrar frutos com sintomas da doença, comunique imediatamente:

ADAF – SEDE
E-mail: gabinete@adaf.am.gov.br

Gerência de Defesa Vegetal – GDV
E-mail: gdv@adaf.am.gov.br
Fone: (92) 99390-1750

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